Contra-ataques letais do Unita Iraque surpreendem o P’Mouth
O P’Mouth dominou largos períodos do encontro, criou mais oportunidades e entrou praticamente sempre por cima, mas acabou derrotado por 4-2 frente a um Unita Iraque extremamente eficaz nas transições ofensivas. Inspirado por um Benjamim Freitas em noite de luxo, autor de um hat-trick, o conjunto iraquiano protagonizou uma recuperação memorável.
Desde os primeiros minutos ficou evidente a superioridade do P’Mouth. A equipa de branco monopolizava a posse de bola, circulava com qualidade e encontrava espaços para rematar de média distância. Manel Serrador assumiu desde cedo o protagonismo ofensivo, obrigando o guarda-redes adversário a uma enorme intervenção na sequência de um livre direto. Pouco depois, foi Francisco Demony quem tentou a sorte com um autêntico míssil à entrada da área, mas voltou a encontrar uma defesa extraordinária. O golo parecia apenas uma questão de tempo e acabou mesmo por surgir. Manel Serrador, de muito longe, armou um disparo fortíssimo que surpreendeu toda a gente e inaugurou o marcador, colocando o P’Mouth na frente (1-0). A vantagem ajustava-se ao que se passava dentro das quatro linhas, com o Unita Iraque praticamente remetido ao seu meio-campo.
A segunda parte trouxe um cenário completamente diferente. Apesar de o P’Mouth continuar a criar perigo, foi o Unita Iraque quem aproveitou uma bola parada para restabelecer a igualdade. Na sequência de um canto estudado, Tomás Catalão recebeu curto, colocou a bola ao segundo poste e Pedro Ferrinho apareceu completamente solto para fazer o empate (1-1). A resposta dos brancos foi imediata. Numa transição rápida, Manel Serrador assistiu Francisco Pignatelli, que apareceu isolado perante o guarda-redes e finalizou sem vacilar para devolver a vantagem ao P’Mouth (2-1). No entanto, a partir desse momento o Unita Iraque revelou-se absolutamente letal. Primeiro, Tomás Catalão conduziu um rápido contra-ataque pelo corredor direito e assistiu Benjamim Freitas, que apareceu sozinho para voltar a empatar a partida (2-2). Poucos minutos depois, novo contra-ataque perfeito deixou Benjamim novamente isolado e, desta vez, o avançado executou um chapéu de enorme classe para consumar a reviravolta (3-2). O P’Mouth tentou reagir, voltou a subir linhas e abriu ainda mais espaços nas costas da defesa. Já perto do final, outra transição rápida encontrou novamente Benjamim Freitas completamente solto, que apenas teve de encostar para completar o hat-trick e fechar definitivamente o marcador em 4-2.
Depois de dominar durante largos minutos, o P’Mouth acabou castigado pela enorme eficácia ofensiva do Unita Iraque, que transformou praticamente todas as oportunidades em golos.
por Rodrigo Nunes