Reviravolta de Raça: Ripa na Rapaqueca Sobrevive ao Susto e Domina Casa Não Pias!
Jogo a contar para a Liga D2 entre o Casa Não Pias, que procurava repetir o triunfo da primeira jornada, e os Ripa na Rapaqueca, determinados a apagar a imagem da derrota na estreia.
O encontro iniciou com o Casa Não Pias a entrar em grande estilo, aproveitando uma perda de bola comprometedora dos Ripa em zona proibida; João Fonseca recuperou a posse e serviu uma bola magistral para Francisco Beiró, que finalizou com classe para o 1-0. A resposta não tardou: Francisco Rodrigues, na marcação de um canto, encontrou Gonçalo Ribeiro, que subiu ao segundo andar e cabeceou muito perto do alvo. A insistência da turma preta e verde deu frutos quando Nuno Mendes serviu Hugo Luís, este, com sagacidade, assistiu Gonçalo Carvalho, que restabeleceu a igualdade (1-1). O Casa Não Pias ainda tentou responder por Gonçalo Videira, mas sem sucesso. Já no final da primeira parte, a reviravolta consumou-se: Rodrigo Sousa Coutinho bateu um livre para o segundo poste onde apareceu Vasco Picolo a cabecear para o 1-2 para o Ripa na Rapaqueca.
A segunda parte iniciou com nova igualdade, quando Martim Teixeira, num lançamento longo, encontrou a cabeça de Rodrigo Mota Carmo, que desviou com força para o fundo das redes: 2-2. Contudo, o Ripa na Rapaqueca não se deixou abalar e partiu para uma exibição dominante. Hugo Luís lançou o aviso com um disparo violento que explodiu no poste e Nuno Mendes, fiel à "lei da bomba", desferiu um remate que passou a raspar o alvo. O sufoco era total e a barra voltou a salvar o Casa Não Pias após um remate de Francisco Alves com estrondo no ferro. A avalanche ofensiva acabou por ditar o desfecho lógico: Gonçalo Carvalho recuperou a bola em zona promissora, invadiu a área com astúcia e disparou sem hipóteses para Tomás Honoret, selando o 3-2 final.
Com esta vitória de persistência, o Ripa na Rapaqueca soma os primeiros três pontos na competição e ganha fôlego na tabela, enquanto o Casa Não Pias lamenta a incapacidade de travar o ímpeto final de um adversário que nunca baixou os braços.
por Vicente Serrano