Tribato sem travões atropela AFC Bodycount em noite de eficácia ofensiva!
Num encontro entre duas equipas à procura de ganhar embalo na competição, o Tribato entrou decidido a resolver cedo e construiu uma vitória confortável muito graças à eficácia demonstrada nos momentos-chave da partida. Já o AFC Bodycount mostrou capacidade de reação em alguns momentos, mas nunca conseguiu verdadeiramente travar o caudal ofensivo adversário.
O jogo começou morno, com ambas as equipas a tentarem perceber onde poderiam ferir o adversário, mas a primeira oportunidade criada resultou logo em golo. O Tribato construiu uma excelente jogada coletiva que terminou nos pés de João Freitas, com o defesa a descobrir Simão Henniger já em zona frontal. O atacante ajeitou e disparou com potência para o fundo das redes, inaugurando o marcador com classe! 1-0! O choque inicial ainda nem tinha passado quando o Tribato voltou a atacar. Desta vez foi Martim Robalo a aparecer em destaque, encontrando espaço dentro da área para enviar a bola colocada no cantinho da baliza adversária e ampliar rapidamente para 2-0. Apesar da entrada fortíssima do adversário, o AFC Bodycount tentou reagir. Sérgio Cabau apareceu com um remate poderoso de meia distância, obrigando Vicente Palves (estrangeiro) a uma defesa de reflexos rápidos, evitando o primeiro da equipa adversária. No entanto, quando parecia que o Bodycount começava finalmente a ganhar confiança, surgiu novo golpe. Simão Mira apareceu isolado e, com enorme calma, bateu o guardião adversário para fazer o 3-0. Ainda antes do intervalo, o Bodycount voltou a ameaçar. Após um lançamento lateral, Miguel Delgado Cabral ganhou nas alturas e cabeceou diretamente ao ferro superior da baliza, ficando muito perto de reduzir a desvantagem. Mas o resultado manteve-se inalterado até ao descanso.
A segunda parte começou praticamente da mesma forma que a primeira tinha terminado: com o Tribato por cima. Logo após o apito inicial, Rodrigo Andrade encontrou Simão Mira no centro do terreno e o atacante voltou a mostrar frieza, colocando a bola rasteira no fundo das redes para o 4-0. O AFC Bodycount recusava desistir e acabou por encontrar finalmente o golo. Na sequência de um canto, Sérgio Cabau bateu rasteiro para Vasco Lopo surgir ao primeiro poste e inaugurar o marcador da sua equipa. 4-1. Mas qualquer esperança de recuperação foi rapidamente abafada. Num livre lateral muito bem batido por João Freitas, Simão Henniger apareceu na área para bisar na partida e fazer o quinto do Tribato. Mesmo já com vantagem confortável, o Tribato manteve-se dono do encontro. A circulação de bola continuava segura e as oportunidades perigosas surgiam com naturalidade, ainda que o Bodycount também fosse conseguindo chegar ocasionalmente ao último terço. Ainda assim, os homens do Bodycount voltaram a reduzir. Num canto batido por André Quaresma, Aires Costa apareceu ao segundo poste e cabeceou para o fundo das redes, fazendo o 5-2. Só que o Tribato não tirou o pé do acelerador. Nos minutos finais, Salvador Moura lançou longo para Martim Robalo, que cabeceou contra a barra antes de ver a bola entrar na baliza para o 6-2. E ainda houve tempo para fechar a goleada. Pela esquerda, Simão Henniger arrancou em velocidade, ganhou metros e cruzou rasteiro para António Pyrrait aparecer na área e empurrar para o fundo das redes, selando o resultado final em 7-2.
Uma exibição extremamente competente do Tribato, que aliou eficácia ofensiva a uma enorme capacidade de controlar os ritmos do encontro. Já o AFC Bodycount mostrou momentos de reação, mas acabou por pagar caro os erros defensivos e a incapacidade de travar a avalanche ofensiva adversária.
Por: Miguel Martins
por Pedro Chantre