Utilização irregular de estrangeiro dita derrota administrativa
Ao abrigo do disposto nos números 2.2 e 3 do Artº3º do regualmento, foi atríbuida uma derrota por 0x3 aos Carapaus do Lis
A primeira parte começou com o P’Mouth mais pressionante e a criar as melhores oportunidades. Francisco Pignatelli apareceu isolado numa excelente desmarcação, mas na hora da verdade não conseguiu acertar na baliza. O aviso estava dado. Pouco depois, grande cruzamento de Miguel Pile, tenso e bem medido, encontrou novamente Francisco Pignatelli em boa posição, mas o avançado voltou a não conseguir converter.O domínio territorial era do P’Mouth, mas faltava eficácia. Vasco Neves tentou de fora da área com um pontapé forte, mas a bola saiu à figura do guarda-redes. Do outro lado, os Carapaus do Lis mostraram que sabiam ferir em momentos pontuais: Bernardo Ramos protagonizou um remate ao poste que gelou a defesa adversária e deixou claro que o jogo estava longe de estar controlado.Ainda antes do intervalo, Francisco Demony tentou o remate, mas a bola desviou num adversário e perdeu direção. Logo depois, numa jogada bem construída pelo próprio Demony, a bola chegou a Diogo Santos, que atirou por cima numa posição favorável. O 0-0 ao intervalo refletia um jogo equilibrado, mas também castigava o desperdício ofensivo de ambas as equipas.
A segunda parte trouxe uma mudança radical no ritmo e na eficácia. Os Carapaus entraram fortes e, num contra-ataque rápido e letal, Bernardo Ramos apareceu solto na área para fazer o 1-0. O P’Mouth sentiu o golpe, mas reagiu de imediato. Após uma mão na bola de um defensor, foi assinalada grande penalidade e Francisco Pignatelli assumiu a responsabilidade, convertendo com segurança para o 1-1.O jogo estava completamente aberto. Numa nova jogada coletiva bem trabalhada pelos Carapaus, Bernardo Ramos voltou a aparecer no momento certo e bisou, colocando o marcador em 2-1. Mas a resposta do P’Mouth foi imediata e de grande qualidade: excelente combinação entre Vasco Neves e Pignatelli, com Neves a surgir em posição frontal para finalizar e fazer o 2-2.A partir desse momento, o P’Mouth assumiu definitivamente o controlo emocional e ofensivo do encontro. Após uma confusão na área, Francisco Demony teve a lucidez de assistir Miguel Pile, que não desperdiçou e fez o 3-2. O jogo inclinava-se claramente.Seguiu-se assistência de Quelhas e Francisco Demony a aparecer ao segundo poste para encostar e ampliar para 4-2. A defesa dos Carapaus começava a acusar desgaste. Pouco depois, nova grande jogada de Vasco Neves, que assistiu novamente Demony, permitindo-lhe bisar e fazer o 5-2.Os Carapaus ainda tentaram manter-se na discussão e reduziram para 5-3 através de grande penalidade convertida por Rodrigo Mendes, reacendendo alguma esperança. No entanto, o P’Mouth estava inspirado.Num momento de pura criatividade, Francisco Pignatelli protagonizou um cruzamento de letra que acabou por resultar num autogolo, ampliando a vantagem para 6-3. O espetáculo ofensivo continuava. Pela direita, Miguel Pile voltou a servir com precisão e Francisco Demony apareceu novamente para encostar e completar o hat-trick, fazendo o 7-3. Ainda houve tempo para um remate perigoso de António Costa Quinta, mostrando que o P’Mouth não tirava o pé do acelerador, e para mais um golo dos Carapaus do Lis já nos minutos finais, fechando um jogo absolutamente frenético.
Uma vitória construída com carácter, reação rápida aos momentos adversos e enorme eficácia ofensiva na segunda parte. Francisco Demony, com um hat-trick, foi decisivo, enquanto Francisco Pignatelli marcou, assistiu e desequilibrou constantemente. O P’Mouth transformou um jogo complicado numa exibição ofensiva de grande nível.
Francisco André
por Pedro Chantre