El Ganso vira o jogo e trava Cabouco num duelo de reviravoltas
O encontro entre El Ganso e Cabouco prometia equilíbrio — e cumpriu. De um lado a equipa El Ganso que procura subir na tabela, e do outro um Cabouco que precisa dos pontos para lutar pelo título.
A partida começou com as duas equipas dispostas a arriscar, ora com jogo direto, ora com passes longos ou iniciativas individuais, tendo sido os primeiros momentos marcados pela constante tentativa de explorar fragilidades adversárias e ganhar superioridade nos duelos. Foi o Cabouco a dar o primeiro golpe. Pela direita, Martim Correia assumiu o protagonismo, conduziu para dentro e finalizou com precisão para o canto inferior esquerdo, sem dar hipóteses ao guarda-redes (1-0). O El Ganso respondeu pouco depois, com Francisco Campos (estrangeiro) a ficar muito perto do empate, mas o remate embateu com estrondo na barra. O segundo golo surgiu de forma algo fortuita, mas não menos eficaz. Um alívio defensivo do El Ganso por parte do guarda-redes Rodrigo Santiago (estrangeiro) acabou por embater na cabeça de Martim Correia, com a bola a desviar diretamente para o fundo das redes, ampliando a vantagem do Cabouco para 2-0. Ainda assim, antes do intervalo, o El Ganso conseguiu reduzir através de grande penalidade, convertida por Gonçalo Costa, mantendo o jogo em aberto (2-1).
A segunda parte começou mais equilibrada e com menor intensidade ofensiva, com ambas as equipas a encontrarem dificuldades em criar oportunidades claras. Ainda assim, Martim Correia continuava a ser o elemento mais desequilibrador em campo, dinamizando o ataque do Cabouco e dando trabalho constante à defesa adversária. Apesar disso, foi o El Ganso a conseguir chegar ao empate, novamente através da marca do castigo máximo. Guilherme Costa foi chamado novamente a bater e não falhou, fazendo o 2-2 num jogo que voltava a ficar totalmente em aberto. Com o passar dos minutos, o El Ganso foi crescendo e começou a acreditar na reviravolta. Gonçalo Félix assumiu-se como peça defensiva importante na consistência da equipa, enquanto o ataque procurava espaços com insistência. E foi precisamente dessa persistência que nasceu o 3-2, com Francisco Barata a colocar a bola no fundo das redes, consumando a cambalhota no marcador. Nos instantes finais, o Cabouco lançou-se para o ataque em busca do empate. A melhor oportunidade surgiu num cruzamento de Francisco Costa para Pedro Tropa, que ascendeu sobre os adversário, e de cabeça acertou no ferro superior, ficando a centímetros de igualar a partida. No entanto, no contra-ataque desta oportunidade, o El Ganso resolveu o jogo: Duarte Furtado aproveitou um ressalto após remate inicial e fez o 4-2, fechando o marcador.
Num jogo de emoções fortes e várias mudanças de rumo, o El Ganso mostrou maior eficácia e capacidade de reação, conseguindo uma reviravolta marcante. Já o Cabouco pagou caro a falta de concretização nos momentos decisivos, apesar de uma exibição competitiva e cheia de iniciativa.
Por: Miguel Martins
por Pedro Chantre