Exibição demolidora confirma momento avassalador do Tcholaz
O Tcholaz entrou em campo embalado por uma série de vitórias e com a confiança de quem só conhece o sabor do triunfo para a liga. Frente ao Manchester Diddy, a equipa não só confirmou o excelente momento de forma como protagonizou uma das exibições mais completas da temporada.
O encontro começou praticamente com o Tcholaz instalado no meio-campo adversário. A pressão alta rapidamente deu frutos. Rodrigo Farran recuperou bola numa zona adiantada e, com critério, serviu Tiago Martins no flanco direito. O ala acelerou pela linha, levantou a cabeça e cruzou tenso e rasteiro para o segundo poste. Lourenço Magalhães apareceu solto, dominou com tranquilidade e finalizou com classe para o 1-0.O golo não abrandou o ritmo. Muito pelo contrário. Tiago Martins continuava imparável pelo lado direito, sempre rapidíssimo e desequilibrador. Numa nova arrancada, entrou na área e disparou com violência. O guardião Tiago Rodrigues defendeu a dois tempos, com alguma sorte à mistura: a bola passou entre as pernas, bateu no poste e acabou por ser agarrada em cima da linha, evitando o segundo.O Manchester Diddy tentou reagir. Eduardo Silva surgiu no flanco esquerdo à entrada da área e rematou de pé esquerdo, mas o disparo saiu bastante desenquadrado um primeiro tímido sinal de perigo.A resposta do Tcholaz foi cirúrgica. Num livre frontal, jogada claramente trabalhada no laboratório da equipa, Guilherme Martins assumiu a marcação e, quando todos esperavam o remate direto, assistiu António Aresta. Isolado perante o guarda-redes, Aresta rematou rasteiro, colocado junto ao poste mais distante, fazendo o 2-0 sem hipótese de defesa.A avalanche ofensiva continuava. João Garcia protagonizou um momento de grande qualidade ao executar um passe picado perfeito que isolou novamente Lourenço. O avançado, de primeira, não vacilou e assinou o 3-0, num jogo que começava a ter apenas um sentido.António Aresta, sempre ligado ao jogo, voltou a deixar a sua marca com um lance de pura classe, túnel sobre o adversário no flanco direito e remate de pé esquerdo muito semelhante ao golo anterior. Desta vez, Tiago Rodrigues respondeu com uma excelente defesa com o pé direito, evitando males maiores.O quarto golo nasceu de mais uma combinação coletiva exemplar. A bola circulou com rapidez até sobrar para Fábio Portugal que, frente a frente com o guardião, mostrou frieza e eficácia, ampliando para 4-0 ainda antes do intervalo.Mas o Tcholaz não estava satisfeito. Antes do descanso, António Aresta voltou a assumir papel de destaque ao assistir Lourenço, que finalizou com segurança e completou o hat-trick, fixando o 5-0 ao intervalo.
A segunda parte trouxe exatamente o mesmo cenário. O Tcholaz manteve a pressão e rapidamente voltou a marcar. Tiago Martins, em posição frontal, puxou para o pé esquerdo e disparou colocado ao ângulo superior esquerdo da baliza. Um remate indefensável que deixou o guarda-redes pregado ao chão! 6-0! Kelvin esteve perto de aumentar após recuperar bola ao último homem do Manchester. Isolado, tentou a finalização mas não conseguiu concretizar. No entanto, a redenção chegaria pouco depois. Numa carambola dentro da área, a bola sobrou para si e, com um remate acrobático, fez o 7-0.Já na reta final, Miguel Costa recuperou bola e arrancou determinado até à área adversária, sendo derrubado no momento da finalização. Grande penalidade assinalada. Rodrigo Farran assumiu a responsabilidade e, com um remate colocado e seguro, fez o 8-0.Ainda houve tempo para fechar a goleada com chave de ouro. Guilherme Martins protagonizou uma excelente jogada individual, ultrapassando adversários antes de assistir António Aresta. Dentro da pequena área, completamente isolado, limitou-se a encostar para o 9-0 final.
Foi uma exibição de luxo do Tcholaz, pressão alta eficaz, transições rápidas e enorme frieza na finalização.Uma vitória esmagadora que reforça o estatuto do Tcholaz como líder incontestável e deixa um aviso claro aos adversários que esta equipa está num nível altíssimo e não mostra sinais de abrandar.
por Pedro Chantre