Rapid V. volta a sorrir num duelo frenético decidido nos detalhes
Num encontro entre duas equipas separadas por objetivos semelhantes na tabela classificativa da liga B1, ficar cada vez mais longe da zona vermelha, Rapid V. e Halal FC protagonizaram um jogo intenso, emotivo e repleto de momentos de transição rápida. O resultado acabou por cair para o lado da equipa de azul e branco, mas apenas depois de um duelo onde nenhuma das formações deixou de procurar o ataque até ao último minuto.
O jogo mal tinha começado e já o marcador sofria alterações. Após um atraso com pouca intensidade da defesa do Halal FC para o seu guarda-redes, Hugo Matias mostrou enorme agressividade na pressão, recuperou a bola antes da intervenção do guardião adversário e contornou-o com frieza para inaugurar o marcador logo nos instantes iniciais. O golo madrugador acordou imediatamente o Halal FC, que reagiu com personalidade e assumiu o controlo ofensivo da partida durante largos minutos. A equipa lançou várias investidas perigosas na procura do empate, mas encontrou pela frente um inspirado João Vaz Teiga, que foi segurando a vantagem do Rapid com intervenções seguras e importantes. A resposta mais perigosa da equipa de equipamento alternativo surgiu curiosamente de uma situação semelhante ao golo que haviam sofrido. André Rosa aproveitou uma perda de bola defensiva do Rapid e tentou surpreender João Vaz Teiga com um chapéu, mas viu a bola passar a escassos centímetros da barra. No entanto, o empate não tardou. Na sequência da mesma fase ofensiva, André Rosa voltou a assumir protagonismo, arrancando pela ala esquerda, ultrapassando o último defensor e rematando de pé esquerdo. A bola passou por baixo do guarda-redes e, apesar da tentativa desesperada de corte da defesa, acabou mesmo dentro da baliza para o 1-1. Depois de um primeiro tempo intenso e dividido, as equipas recolheram empatadas ao intervalo, deixando tudo em aberto para a segunda metade.
O segundo tempo começou mais estratégico e equilibrado. Ambas as equipas procuravam alternar entre ataques organizados e bolas paradas, estudando cuidadosamente a melhor forma de voltar a ferir o adversário Foi então que o Rapid V. voltou a encontrar espaço. Gonçalo Paixão recuperou uma bola em zona adiantada pela ala esquerda e, com enorme critério, colocou um cruzamento rasteiro para Luís Vieira, que apareceu no sítio certo para empurrar a bola para o fundo das redes e devolver a vantagem à sua equipa. Mas tal como na primeira parte, o Halal FC respondeu praticamente de imediato. Num rápido contra-ataque de três para três, André Rosa voltou a acelerar pelo corredor central e assistiu João Farinha na esquerda. O remate cruzado saiu fortíssimo e, apesar do toque de João Vaz Teiga, a bola acabou por entrar junto ao poste contário ao remate para fazer novamente o empate. A intensidade do encontro aumentava a cada minuto e o Rapid voltou a mostrar eficácia nos momentos decisivos. Numa jogada construída com enorme qualidade, Gonçalo Paixão aproveitou o passe de calcanhar do seu colega e arrancou pela esquerda, rematando junto ao primeiro poste, surpreendendo o guardião adversário e recolocando o Rapid na frente. Já nos instantes finais, com o Halal FC em força no ataque em busca de novo empate, o Rapid aproveitou um adiantamento do guarda-redes adversário. Bernardo Castel-Branco, jogador da equipa branca e azul, arrancou isolado em direção à baliza deserta e confirmou o triunfo, encerrando a partida com o golo que selou o 4-2 final.
No final, o Rapid V. conquistou uma vitória importante num jogo extremamente competitivo, onde soube ser mais eficaz nos momentos decisivos. Já o Halal FC deixou sinais positivos na forma como reagiu à desvantagem por várias vezes, mas acabou penalizado pelas fragilidades defensivas e pela incapacidade de travar as transições rápidas do adversário.
Por: Miguel Martins
por Redação Allstars