Reviravoltas, penálti e emoção até ao fim mantêm tudo em aberto na Challenge
Jogo a contar para a segunda jornada da Taça Challenge, frente a frente duas equipas que perderam na ronda inaugural e que precisavam de vencer para continuar vivas na competição: o Al-Jola e o Bayer Jagerkusen.
A entrada foi explosiva por parte do Al-Jola. Logo nos primeiros minutos, canto muito bem batido por Tomás Martins e Gonçalo Cruzeiro a subir nas alturas com um cabeceamento fenomenal para fazer o 1-0! A resposta alemã foi imediata e cheia de perigo. Gustavo Rocha cruzou para o interior da área onde apareceu Afonso Rocha, que de primeira obrigou Pedro Santos a uma defesa monumental. Na recarga, Gustavo Rocha ainda colocou a bola no fundo das redes, mas o lance foi anulado por posição irregular. Pouco depois, novamente Afonso Rocha ficou isolado e, com tudo para marcar, voltou a ver Pedro Santos brilhar com uma intervenção estratosférica. O Bayer Jagerkusen continuava por cima e acabou por conquistar uma grande penalidade. Henrique Santos, na marca dos onze metros, não tremeu e fez o 1-1. Ainda antes do intervalo, consumou-se a reviravolta: Duarte Santos, do meio da rua, disparou um autêntico míssil para um golo de outro mundo, colocando o marcador em 1-2 ao intervalo.
A segunda parte começou mais morna, com os alemães a tentarem gerir a vantagem e a baixar o ritmo do encontro. No entanto, o Al-Jola não desistiu. Afonso Carajote descobriu espaço nas costas da defesa e isolou Guilherme Fernandes, que na cara do guarda-redes não perdoou e restabeleceu a igualdade em 2-2. Já perto do final, nova explosão nas bancadas: assistência pelo lado esquerdo de Vasco Rosa e Tomás Martins, dentro da área, a finalizar com classe para fazer o 3-2 e devolver a vantagem aos homens da casa. Mas a loucura ainda não tinha terminado. Na jogada seguinte, Gustavo Rocha voltou a cruzar para a pequena área e Afonso Padrão apareceu para encostar e fazer o 3-3 final, num desfecho eletrizante que mantém ambas as equipas a lutar pela qualificação.
Num jogo de reviravoltas constantes e emoções fortes, ninguém conseguiu dar o golpe final, deixando a decisão do grupo totalmente em aberto.
Por Miguel Henriques
por Pedro Chantre