A Hegemonia à Prova de Bala: P’Mouth Trava Rebeldia do Antwerpes com Hat-trick de Demony!
Duelo a contar para a 5ª jornada da Divisão Allstars entre os todo-poderosos P’Mouth, que caminham a passos largos no topo da tabela sem conhecer outro sabor que não a vitória, e os belgas do Antwerpes, que chegavam ao relvado na pele de "lanterna vermelha", mas dispostos a vender cara a derrota.
O encontro começou com o habitual perfume ofensivo dos ingleses. Francisco Demony, num lance de pura magia, simulou o remate e desenhou um passe de calcanhar para Francisco Pignatelli, que disparou com selo de golo para uma defesa monumental de Diogo Vinagre (estrangeiro). Contudo, a muralha belga ruiria pouco depois: Demony tabelou de forma artística com Vasco Neves, que devolveu a "redondinha" com precisão milimétrica para o astro inglês finalizar com uma classe gélida, inaugurando o marcador. 1-0!Mas se alguém esperava um passeio, o Antwerpes rapidamente desfez as dúvidas. Num lançamento lateral rápido, António Clemente serviu Miguel Crua, que com um disparo de violência máxima fez as redes inglesas estremecerem, restabelecendo a igualdade. (1-1) O choque foi tal que os belgas partiram para a reviravolta: Clemente, em noite inspirada, simulou o remate na ala direita e serviu Afonso Jesus, que dentro da área não tremeu e colocou o Antwerpes na frente por 2-1. A liderança inglesa estava em perigo, mas um penalti por mão na bola permitiu a Francisco Pignatelli repor a igualdade com uma execução imperturbável da marca dos onze metros 2-2.Antes do descanso, o drama subiu de tom. Bernardo Ramos brilhou na ala esquerda, deixando adversários para trás e oferecendo o golo a Lourenço Silva, que falhou de forma escandalosa. O castigo foi imediato: no último fôlego do primeiro tempo, o guardião Bernardo Pile bateu um pontapé de baliza tenso, Pignatelli amorteceu e serviu Francisco Demony, que com a elegância que já nos habituou, assinou o 3-2.
A segunda parte trouxe um lance infeliz para os belgas. Sob a pressão asfixiante de Miguel Serrador, o guardião Diogo Vinagre (estrangeiro) vacilou na saída de bola, o alívio embateu em Miguel Pile e a bola acabou por entrar caprichosamente na baliza para o 4-2. O Antwherpes ainda ameaçou reentrar na discussão quando Miguel Crua se isolou frente a Bernardo Pile, mas o remate saiu "às nuvens". A esperança renasceu no 4-3, num momento de génio de João Gomes, que recuperou em zona alta e executou um chapéu magnífico, digno de um verdadeiro número 10. O Antwerpes carregou e Lourenço Silva dispôs de duas ocasiões soberanas, mas a bola teimava em bater na malha lateral ou sair rente ao poste. Como dita a lei do futebol, quem não marca sofre. João Quelhas Costa pelo corredor central e serviu Vasco Neves que, com um remate seco e teleguiado onde a coruja dorme, assinou um golaço para o 5-3. O ponto final na resistência belga foi colocado por Joao Quelhas Costa, que descobriu o homem do costume: Francisco Demony apareceu no sítio certo para completar o seu hat-trick e selar o triunfo por 6-3.
Com este resultado, o P’Mouth cimenta a sua hegemonia e mantém o registo imaculado no topo do Olimpo da Divisão AllStars, enquanto o Antwherpes, apesar da exibição rebelde, continua no fundo da tabela, pagando caro a falta de eficácia nos momentos de decisão.
por Vicente Serrano