Eficácia letal do Med United e hat-trick de Carlos Pimentel resolvem jogo de paciência
Num encontro que começou a um ritmo lento e calculista, o Med United demonstrou um faro de golo impressionante para construir uma vitória por 1-4. Carlos Pimentel foi a grande figura da partida ao assinar três golos, anulando por completo a tentativa de reação da equipa da casa no segundo tempo.
A partida começou a um ritmo baixo, com ambas as equipas focadas em preservar a posse de bola e a travarem muitos duelos a meio-campo, resultando numa fase inicial sem grandes ocasiões de perigo. Contudo, na primeira verdadeira oportunidade do encontro, o Med United não perdoou e inaugurou o marcador. Carlos Pimentel, já dentro da área, arranjou espaço e rematou forte e certeiro para o fundo das redes.
A segunda metade começou na mesma toada, pautada pelo equilíbrio tático e pela escassez de lances de verdadeiro perigo junto às balizas. Ainda assim, a formação visitante voltou a ser mais acutilante e ampliou a vantagem. Carlos Pimentel recebeu um passe milimétrico nas costas da defesa e, isolado na cara do guarda-redes, manteve a frieza para fazer o segundo golo da conta pessoal e do encontro. A equipa da casa tentou reagir e conseguiu mesmo reduzir a desvantagem e relançar a partida. João Teixeira, no corredor direito, puxou a bola para dentro e atirou certeiro, assinando um autêntico golaço. No entanto, as esperanças caseiras desvaneceram-se nos instantes finais. Numa fase em que o adversário estava balanceado para a frente em busca do empate, Carlos Pimentel tirou um defesa do caminho e, perante o guardião, não vacilou, completando o seu hat-trick. Ainda antes do apito final, houve tempo para mais um golpe da equipa do Med United. Manuel Saldanha aproveitou os espaços concedidos pela defesa contrária e fechou as contas da partida num expressivo 1-4.
Carlos Pimentel foi a figura incontornável da partida, demonstrando um faro de golo letal ao assinar um hat-trick que resolveu o encontro. A sua frieza no um para um e a capacidade constante de atacar a profundidade foram um autêntico pesadelo para a linha defensiva adversária.
por João Peres