Zanartu decide batalha intensa e Napólen resiste à pressão do Bétis da Lapa
O encontro entre Bétis da Lapa e Napólen foi um verdadeiro duelo de nervos, intensidade e emoção até ao último minuto, com momentos de domínio repartido e várias oportunidades flagrantes que podiam ter mudado o rumo do jogo.
A primeira parte começou com o Napólen mais atrevido no ataque. Logo nos minutos iniciais, Luís Zanartu deu o primeiro aviso sério, ficando muito perto de inaugurar o marcador. No entanto, o Bétis da Lapa respondeu de imediato e teve uma oportunidade claríssima: Afonso Dias antecipou-se à defesa, ficou isolado frente ao guarda-redes, mas, no momento decisivo, não conseguiu concretizar, desperdiçando uma ocasião soberana. A equipa da casa continuou a insistir e voltou a criar perigo por Salvador Gaudêncio, mas a finalização não saiu como desejado.Com o jogo dividido e de parada e resposta, foi o Napólen a mostrar maior eficácia. Numa bola colocada em profundidade, Luís Zanartu apareceu no momento certo e, com um toque de primeira cheio de classe, colocou a bola no fundo das redes, fazendo o 1-0. Um golo que premiava a eficácia e castigava a falta de concretização do Bétis da Lapa.
Na segunda parte, o Bétis da Lapa entrou com tudo, decidido a mudar o rumo do encontro. Bernardo Ferreira ainda tentou de longe, mas sem sucesso. O empate acabaria mesmo por surgir, e de forma algo consentida pela defesa adversária: um erro do Napólen deixou Salvador Gaudêncio isolado, e este, com frieza, não desperdiçou, fazendo o 1-1. O golo incendiou o jogo e deu ainda mais energia ao Bétis, que carregou com tudo em busca da reviravolta.A pressão foi intensa e Miguel Cortes esteve por duas vezes muito perto de marcar, numa fase em que o Napólen parecia encostado às cordas. No entanto, contra a corrente do jogo, surgiu novamente o momento decisivo… e, mais uma vez, com a assinatura de Luís Zanartu. O avançado mostrou visão e qualidade ao assistir Guilherme Alves, que, com calma e precisão, fez o 2-1, gelando as aspirações do Bétis da Lapa.Até ao final, o jogo manteve-se em aberto e com muita emoção. O Bétis não desistiu e voltou a ameaçar por bolas paradas, com Diogo Moreira a colocar bolas perigosíssimas na área, encontrando Miguel Cortes em boas posições, mas a finalização voltou a não sorrir à equipa. O Napólen, por sua vez, fechou-se bem e soube sofrer, segurando a vantagem até ao apito final.
Um jogo vibrante, cheio de oportunidades e com emoção constante, onde o Napólen foi mais frio e eficaz nos momentos-chave, enquanto o Bétis da Lapa pagou caro a falta de finalização nas várias ocasiões que criou.
Por Francisco André
por Pedro Chantre