Celta de Bica resiste à reação do Cergalense num jogo de grandes golos
Cergalense e Celta de Bica protagonizaram um encontro cheio de emoção, oportunidades e golos de grande qualidade, com o Celta a conseguir segurar a vantagem apesar da enorme reação da equipa adversária na segunda parte.
O jogo começou equilibrado, mas com o Cergalense a tentar assumir iniciativa. Francisco Andion foi o primeiro a ameaçar, com um remate por cima da baliza. No entanto, quem mostrou maior eficácia foi o Celta de Bica. Numa jogada muito bem construída, a bola circulou com qualidade até chegar a Francisco Jesus, que apareceu sozinho e finalizou sem hipótese para o guarda-redes, fazendo o 1-0.O Cergalense tentou responder rapidamente. Martim Sebastião lançou longo para a cabeça de Guilherme Vidigal, mas o cabeceamento saiu por cima. Pouco depois surgiu mais um momento infeliz para a equipa da casa: novo lance ofensivo do Celta de Bica e, na tentativa de aliviar o perigo, Duarte Di Pietro acabou por introduzir a bola na própria baliza, aumentando a vantagem para 2-0.Mesmo abalado, o Cergalense continuou a procurar soluções ofensivas. Duarte Di Pietro tentou redimir-se de livre direto, mas a bola saiu por cima. Depois, Martim Sebastião voltou a aparecer em destaque com um grande cruzamento para Francisco Andion, que também não conseguiu acertar na baliza.O golo que relançou o jogo surgiu perto do intervalo. Na sequência de um canto para o Cergalense, Miguel Caetano tentou um pontapé acrobático e, após alguma confusão dentro da área, a bola sobrou para Martim Sebastião, que apareceu no sítio certo para reduzir para 2-1.
Na segunda parte, o jogo manteve a intensidade. O Celta de Bica entrou forte e, após um canto estudado, André Amado esteve perto do golo, mas rematou para fora. O Cergalense respondeu com Miguel Caetano, que ficou muito perto do empate com um remate perigosíssimo.O encontro estava aberto e cheio de transições rápidas. André Amado voltou a tentar para o Celta, mas desta vez o remate saiu à figura. E quando o Cergalense parecia aproximar-se do empate, surgiu mais um golpe duro: recuperação em zona alta do Celta de Bica e Guy Trupin, com enorme frieza, aproveitou o erro defensivo para fazer o 3-1.Mas o melhor momento do jogo ainda estava guardado. Martim Sebastião, num lance absolutamente inacreditável, encheu-se de coragem e disparou praticamente do meio-campo um autêntico míssil ao ângulo, fazendo o 3-2 e levantando tudo à volta do campo. Um golaço daqueles que ficam na memória.Nos minutos finais, o Cergalense lançou-se completamente para o ataque em busca do empate. Duarte Di Pietro ainda tentou de longe, mas o remate saiu à figura do guarda-redes.
Apesar da enorme pressão final, o Celta de Bica conseguiu resistir e segurou uma vitória muito sofrida num jogo vibrante, cheio de intensidade e com momentos de grande qualidade individual.
Por Francisco André
por Pedro Chantre