Jogo

Liga B1, 2026-02-10 às 22:00 @ São Miguel

Nota do árbitro: 4

Bro Tá Fogo vs Celta de Bica

Loucura na B1: Celta de Bica Vence Batalha de Sete Golos frente ao Bro ta fogo!

Jogo a contar para a quinta jornada da Liga B1 entre os brasileiros do Bro ta fogo, motivados pela vitória recente, e o Celta de Bica, que defendia a sua invencibilidade, não conhecendo o sabor da derrota

Os espanhóis entraram com tudo e inauguraram o marcador através de uma jogada de laboratório: Guy Turpin desferiu um cruzamento teleguiado para Francisco Jesus, que subiu ao "primeiro andar" para cabecear sem hipóteses. A resposta brasileira foi imediata, com Manuel Freitas e Costa a tirar tinta ao poste após passe de Manuel Sampaio. Contudo, a eficácia do Celta voltou a vir ao de cima quando Miguel Ribeiro recebeu de costas na área e, num movimento de pivô, rematou fortíssimo para o 2-0. O Bro ta fogo lançou-se então num cerco à baliza adversária. Manuel Freitas e Costa serviu Manuel Sampaio, mas Pedro Fernandes (estrangeiro) operou uma intervenção monumental, na recarga, Sampaio falhou de forma escandalosa. A insistência brasileira deu frutos quando Manuel Abecasis trabalhou de forma sagaz na ala, tirou um adversário do caminho e assistiu Manuel Freitas e Costa para o 2-1. Do outro lado, António Lourenço quase ampliou numa correria desenfreada, mas João Serras de Sousa fez a mancha e defendeu com mãos de ferro. O Celta ainda ameaçou num canto de João Mota para o cabeceamento perigoso de Gustavo Silveira, mas foi o Bro ta fogo a chegar à igualdade (2-2) antes do intervalo, com um passe de rutura de Duarte Amaral para a finalização de Gonçalo Marques de Almeida.

A segunda parte começou com a Lá Remontada brasileira: Gonçalo Marques cobrou um canto com precisão e Manuel Freitas e Costa bisou de cabeça para o 3-2. Mas a vantagem durou pouco. João Mota, numa arrancada imparável pelo flanco esquerdo, serviu uma bola açucarada para António Lourenço restabelecer o empate, 3-3 no marcador. Segundos depois, a pressão asfixiante do Celta surtiu efeito: Guy Turpin roubou a bola ao guardião João Serras de Sousa e operou nova reviravolta para 4-3. Num lance que parecia que o guarda-redes brasileiro, estava a dormir. Os espanhóis ainda podiam ter chegado ao quinto, mas Gonçalo Quintero, isolado por Guy Turpin, permitiu a defesa do guarda-redes. No último suspiro do encontro, o drama subiu de tom: Manuel Freitas e Costa dispôs de um livre direto perigoso, mas a bola foi embater com estrondo na barra, selando o triunfo espanhol.

por Vicente Serrano