Jogo

Liga A2, 2026-04-27 às 22:00 @ São Miguel

Nota do árbitro: 4

1 - 3

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MVP: Diogo Oom de Sousa

Rosenborga vs Liverpinos

Liverpinos dão a volta ao texto e mostram eficácia frente a um Rosenborga persistente

O embate entre o Rosenborga e os Liverpinos prometia ser um dos momentos altos da jornada, e a verdade é que não desiludiu. Num jogo de intensidade e emoções ao rubro, a capacidade de reação dos "Pinos" acabou por prevalecer sobre a pressão constante da equipa adversária.

A partida arrancou de forma muito equilibrada, com ambas as formações a estudarem-se e a evitarem erros precoces. Embora os guardiões tenham sido testados nos minutos iniciais, o perigo real tardava em aparecer. No entanto, o marcador não ficaria em branco por muito tempo: numa transição rápida e bem desenhada, Gonçalo Santos serviu Telmo Ramos com precisão, e o avançado não facilitou perante o guarda-redes adversário, inaugurando o marcador para o Rosenborga. A resposta dos Liverpinos não se fez esperar e o jogo ganhou contornos de maior intensidade. Guilherme Catarino esteve perto de empatar num cabeceamento após canto, mas Tiago Franco, guardião do Rosenborga, negou o golo com uma defesa milimétrica. Contudo, a persistência dos Liverpinos deu frutos ainda antes do descanso: após uma defesa incompleta de Tiago Franco a um remate fortíssimo, Guilherme Catarino foi o mais rápido a reagir e, de cabeça, restabeleceu a igualdade.

 

O início da segunda parte trouxe duas equipas decididas a desfazer o empate. Sem que ninguém desse o braço a torcer, foram os Liverpinos a sorrir primeiro nesta etapa. Do flanco direito, Duarte Madeira tirou um cruzamento com conta, peso e medida para a área, onde apareceu Diogo Oom a cabecear com precisão. A bola ainda beijou o poste antes de se aninhar no fundo das redes, consumando a reviravolta para 2-1. Seguidamente, os jogadores do Rosenborga, lançaram-se ao ataque. Telmo Ramos esteve a escassos centímetros de bisar e de relançar o jogo, mas o seu remate direcionado acabou por embater no poste oposto, para desespero da sua equipa. O resto da segunda metade foi um autêntico teste à muralha defensiva dos Liverpinos, Miguel Lourenço, que se exibiu em bom nível perante as constantes investidas adversárias. Já no cair do pano, com o Rosenborga totalmente balanceado para a frente, surgiu o golpe de misericórdia. Numa excelente recuperação de bola em pleno área defensiva, os Liverpinos saíram em velocidade e João Caldas, com toda a calma do mundo, bateu o guarda-redes contrário para selar o resultado em 3-1.

 

Com este triunfo, os Liverpinos demonstram uma maturidade competitiva assinalável, enquanto o Rosenborga, apesar da boa exibição, terá de lamentar a falta de sorte nos momentos decisivos.

 

Por: Miguel Martins

 

por Pedro Chantre