Feye sofre, mas garante os três pontos frente aos HNK Bejeka
O Feye venceu o HNK Bejeka por 3-2, num jogo muito disputado, cheio de alternâncias no marcador e decidido nos detalhes. A formação holandesa mostrou maior capacidade de reação e eficácia nos momentos-chave, com António Leal Coelho, MVP da partida, a liderar a equipa nos momentos decisivos.
O encontro começou a um ritmo elevado, com ambas as equipas a procurarem impor o seu jogo. O Feye apostava muito na profundidade pelo corredor direito, com Tomás Candeias a dar largura, intensidade e qualidade no último passe. Do outro lado, o Bejeka tentava sair com critério, explorando remates de meia distância.A primeira grande ocasião pertenceu ao Bejeka, com Daniel Neves a rematar de longe, obrigando Francisco Villarinho a uma defesa segura. O Feye respondeu pouco depois, aproveitando um erro defensivo, mas Gonçalo Mimoso esteve atento e evitou o golo com uma excelente intervenção.Contra a corrente do jogo, foi o Bejeka a inaugurar o marcador. Ângelo Silva apareceu bem na área após um cruzamento vindo do corredor esquerdo e finalizou com classe para o 0-1. A reação do Feye foi imediata: subida de linhas, maior pressão e mais presença ofensiva. O empate surgiu numa jogada bem trabalhada, com Tomás Candeias a assistir António Leal Coelho, que finalizou com frieza para o 1-1.A equipa holandesa manteve o ímpeto ofensivo e conseguiu a reviravolta na sequência de uma bola parada. Benjamim Freitas bateu o livre e Ricardo Costa Amaro, na tentativa de aliviar, acabou por introduzir a bola na própria baliza. No entanto, ainda antes do intervalo, o Bejeka respondeu e voltou a empatar, com Ricardo Costa Amaro a aparecer na área e a fazer o 2-2, deixando tudo em aberto ao descanso.
A segunda parte manteve a intensidade da primeira. O Feye continuou a procurar jogo direto e profundidade, muito apoiado nos pontapés longos desde trás e na mobilidade de Benjamim Freitas e António Leal Coelho. O Bejeka tentava responder com construção mais apoiada, mas encontrava dificuldades para ultrapassar a organização defensiva holandesa.O momento decisivo surgiu a meio da segunda parte. Benjamim Freitas arriscou um remate que sofreu um ligeiro desvio, enganando o guarda-redes do Bejeka e fixando o 3-2. A partir daí, o Feye mostrou maturidade competitiva, baixou linhas quando necessário e passou a gerir melhor os ritmos do jogo.O Bejeka ainda tentou reagir, sobretudo através de bolas paradas e lançamentos longos, destacando-se um livre direto bem executado que obrigou Francisco Villarinho a nova defesa segura. Já nos minutos finais, António Leal Coelho voltou a ameaçar, mas Gonçalo Mimoso evitou que o resultado fosse mais dilatado.
O apito final confirmou uma vitória sofrida da equipa Holandesa, num jogo intenso, competitivo e bem disputado, onde a eficácia e a capacidade de reação fizeram a diferença.
por Vasco Côrte-Real