Empate eletrizante entre AFC Bodycount e Al-Vahlad
Num jogo de loucos, repleto de reviravoltas e golos de belo efeito, AFC Bodycount e Al-Vahlad protagonizaram um duelo memorável que terminou com um empate a quatro bolas. A partida teve emoção do primeiro ao último minuto, com o Al-Vahlad a mostrar eficácia no ataque, enquanto o Bodycount revelou uma capacidade de superação incrível para resgatar um ponto já nos instantes finais.
O encontro começou com o Al-Vahlad a todo o gás e a aproveitar uma desatenção da defesa adversária logo nos primeiros instantes. Carlos Maio, oportunista, recuperou a bola numa zona avançada e, isolado perante o guarda-redes, não perdoou, inaugurando o marcador com um remate frio e certeiro. O Bodycount tentou responder de imediato e esteve perto do empate num lance brilhante de Yuram Rodrigues. O extremo arrancou pelo corredor esquerdo, deixou dois adversários pelo caminho e serviu Mesut Valmy na área, mas o guardião do Al-Vahlad estava atento e fez uma defesa soberba. Sem piedade, o Al-Vahlad voltou a atacar e dilatou a vantagem. Tomás Chagas descobriu Carlos Maio em boa posição e o avançado, com um remate forte de pé direito, colocou a bola fora do alcance do guarda-redes, assinando o seu segundo golo e deixando o marcador em 2-0. Apesar do golpe, o Bodycount mostrou enorme resiliência e reduziu com um golo de antologia. Walter Fernandes fez um passe teleguiado nas costas da defesa e Yuram Rodrigues, com uma finalização digna de manual, fez um chapéu perfeito ao guarda-redes, reabrindo a partida com um tento de classe. A reação parecia relançar a equipa da casa, mas o Al-Vahlad voltou a castigar antes do intervalo. Carlos Maio, imparável no corredor direito, cruzou rasteiro e, numa infelicidade, Walter Fernandes acabou por desviar a bola para a própria baliza, fixando o 3-1 com que se chegou ao descanso.
O início da segunda parte trouxe nova esperança ao Bodycount. Tomás Santos protagonizou uma jogada de génio dentro da área, executando uma roleta espetacular para deixar dois adversários para trás. No momento do remate, sofreu falta e o árbitro apontou para a marca de grande penalidade. Chamado a bater, o próprio Tomás Santos não tremeu e enganou o guarda-redes, colocando o marcador em 3-2. O jogo estava totalmente em aberto e o empate acabou por surgir num momento de pura magia. Sérgio Cabau, com um remate em arco perfeito, colocou a bola no ângulo superior, onde “a coruja dorme”, arrancando aplausos das bancadas e restabelecendo a igualdade. Mas o Al-Vahlad não baixou os braços e voltou à carga. Num lance de alguma sorte, a bola sobrou para Tomé Viana dentro da área, e o médio não hesitou: disparou um verdadeiro míssil que só parou no fundo das redes, recolocando a equipa na frente com o 4-3. O Bodycount recusava-se a sair derrotado e, já nos instantes finais, conseguiu o tão desejado empate. Sérgio Cabau, desta vez na marcação de um canto, colocou a bola na área e, após uma confusão entre defesas e guarda-redes, a bola acabou por cruzar a linha de golo, selando o 4-4 final.
Foi um jogo digno, repleto de emoção, qualidade e reviravoltas. O Al-Vahlad esteve por três vezes em vantagem, mas o Bodycount nunca se rendeu e conseguiu garantir um empate suado num dos duelos mais emocionantes da temporada.
por Rodrigo Nunes