Nutingame Forest e Al-Vahlad em duelo intenso, mas sem golos
Num jogo de muita luta, intensidade e oportunidades desperdiçadas, Nutingame Forest e Al-Vahlad não conseguiram desfazer o nulo no marcador, terminando a partida com um empate a zero. Apesar da ausência de golos, o encontro teve emoção de sobra, com ambas as equipas a demonstrarem grande entrega e a deixarem a sensação de que o desfecho poderia ter sido diferente caso a finalização tivesse estado mais afiada.
O Nutingame Forest entrou mais agressivo e logo nos primeiros minutos procurou explorar a velocidade de Guilherme Lourenço (estrangeiro) pelo corredor direito. O extremo mostrava-se um verdadeiro quebra-cabeças para a defesa adversária, arrancando com força e ultrapassando os seus opositores. Numa dessas investidas, levou a bola até à área, mas na hora da finalização faltou-lhe frieza, e o remate saiu fraco e ao lado, desperdiçando uma oportunidade promissora. A resposta do Al-Vahlad não tardou. Com um futebol mais paciente e apoiado, a equipa visitante conseguiu chegar à área adversária num excelente lance coletivo. Carlos Maio, ágil e confiante, driblou com classe um defesa e rematou rasteiro para o canto mais afastado, deixando o estádio em suspense. A bola passou a centímetros do poste, quase alterando o marcador numa jogada de grande qualidade. O Nutingame Forest voltou a assumir o jogo e teve nova chance de perigo. André Faria, um dos mais inconformados da equipa da casa, avançou no terreno e, com espaço, decidiu arriscar um disparo de longe. O remate saiu forte, mas ligeiramente por cima da baliza, arrancando suspiros das bancadas.
A segunda parte trouxe uma mudança de estratégia. Ambas as equipas adotaram uma abordagem mais cautelosa, e o jogo ficou mais travado, com o Nutingame a ter mais posse de bola, mas sem conseguir transformá-la em oportunidades claras. A equipa de vermelho, no entanto, ainda encontrou uma brecha na defesa do Al-Vahlad. André Faria voltou a fazer das suas, desta vez pelo lado esquerdo, e cruzou com precisão para a área, onde Tomás Camelo desviou de cabeça com qualidade. Parecia golo certo, mas o guardião do Al-Vahlad estava atento e segurou a bola com segurança, evitando o que poderia ter sido o primeiro tento da partida. O momento mais dramático do jogo surgiu perto do fim, quando Gustavo Faias subiu ao segundo andar para responder a um canto batido com precisão por André Faria. O cabeceamento foi perfeito, deixando o guarda-redes sem reação, mas, incrivelmente, a bola bateu primeiro na barra, depois no poste e acabou por sair. Um lance de puro infortúnio que deixou os jogadores do Nutingame incrédulos e os adeptos com as mãos na cabeça. Já nos instantes finais, Guilherme Lourenço teve mais uma chance de ouro para dar a vitória ao Nutingame. A bola sobrou para si à entrada da área e, com tempo para preparar o remate, disparou forte. No entanto, o esférico subiu demasiado e passou bem por cima da baliza, desperdiçando a última oportunidade da partida.
O apito final selou um empate que, apesar de sem golos, teve ingredientes de um duelo emocionante.
por Rodrigo Nunes