Jogo

Liga C1, 2025-03-24 às 21:00 @ Oeiras - ACPS

Nota do árbitro: 5

Napólen vs Al Kebab

A Arte do Futebol

O relvado era palco de uma batalha anunciada. Napólen e Al Kebab entravam em campo com garra e determinação, prontos para um espetáculo digno dos verdadeiros apreciadores do futebol. E que espetáculo foi esse!

Logo nos primeiros minutos, Rodrigo Sequeira cobrou um canto traiçoeiro, e num golpe de puro azar para Miguel Magalhães, a bola desviou no calcanhar e acabou no fundo das redes. O primeiro golpe estava dado (1-0). Sem tempo para respirar, João Dias arrancou pelo flanco e sofreu falta no limite da área. Com a frieza de um matador, ajeitou a bola e, num remate potente e colocado, dobrou a vantagem (2-0). Napólen estava imparável e, num livre indireto estudado, João Capela soltou um remate com precisão cirúrgica, ampliando o placar (3-0). O quarto veio em jogada coletiva exemplar. Frederico Neves, com um sprint avassalador pela esquerda, cruzou com precisão para João Dias, que não desperdiçou (4-0). O futebol parecia arte em movimento. Guilherme Alves, de peito aberto – literalmente –, recebeu a bola e finalizou com classe rasteira para o quinto golo (5-0). A primeira parte foi uma verdadeira exibição de gala de Napólen, deixando Al Kebab atordoado.

Mas o futebol é também sobre resiliência. E na segunda parte, Al Kebab mostrou que não estava disposto a entregar o jogo sem luta. Entraram aguerridos, disputando cada lance como se fosse o último. Mas quando João Santana recebeu um passe a rasgar e finalizou com mestria, o marcador subia para números ainda mais expressivos (6-0). Foi então que Al Kebab teve o seu momento de glória. André Alvarenga protagonizou uma arrancada espetacular pela direita, e ao entrar na área, soltou um míssil imparável para as redes adversárias (6-1). Era um golo de levantar o estádio, um lembrete de que o orgulho e a garra não se medem pelo marcador. Ainda houve tempo para mais um lampejo de magia. João Dias teve a oportunidade de dilatar a vantagem, mas o poste negou-lhe a glória. No entanto, Artur Pinto fez questão de encerrar o espetáculo com chave de ouro. Após driblar adversários com maestria, cruzou para João Santana, que finalizou sem piedade, fechando o jogo (7-1).

Napólen levou a vitória, mas Al Kebab saiu de campo com a cabeça erguida, provando que, no futebol, nem sempre se trata apenas do placar. Foi uma noite de paixão pelo jogo, onde cada golo contou uma história e cada jogada foi um poema em movimento. E no fim, era isso que os adeptos queriam ver: futebol em estado puro.

por Duarte Almeida