Revolução Francesa marca reviravolta à formação Canarina.
No arranque da noite, Flamentejo e Estrasborga protagonizaram um duelo interessante, marcado por momentos de intensidade e boas dinâmicas ofensivas. A formação brasileira começou com maior posse de bola e boa circulação no meio-campo, mas foi a equipa francesa que demonstrou maior capacidade de criar perigo e aproveitar os momentos decisivos do jogo.
Os minutos iniciais foram marcados por algum controlo do Flamentejo, que procurava construir de forma apoiada e com passes curtos para chegar ao último terço. Ainda assim, o Estrasborga mostrava-se sempre perigoso nas transições, procurando sobretudo a profundidade através de Francisco Madureira. A equipa francesa começou a crescer no jogo e a trocar bem a bola entre Tomás Faria e Francisco Madureira, conseguindo aproximar-se com perigo da baliza adversária. Uma das primeiras grandes oportunidades surgiu para o Estrasborga, com Afonso Miranda a arriscar o remate ainda no meio-campo ofensivo, obrigando o guarda-redes Michael Pereira a uma intervenção atenta. Pouco depois, voltou a aparecer perigo na baliza brasileira quando Francisco Madureira encontrou Afonso Miranda com um passe bem medido, mas novamente Michael Pereira respondeu com uma excelente defesa. A insistência da formação francesa continuava a ser evidente, sobretudo em lances de bola parada. Num canto, Francisco Madureira apareceu ao primeiro poste e rematou com perigo, mas a bola acabou por sair ao lado. Apesar do maior volume ofensivo do Estrasborga, o primeiro golo da partida acabou por surgir para o Flamentejo. Na sequência de um pontapé de baliza, Fábio Faísca aproveitou o lance e conseguiu colocar a equipa brasileira em vantagem. A resposta do Estrasborga foi imediata. Martim Alves apareceu com um excelente remate que restabeleceu a igualdade no marcador, devolvendo justiça ao que se via em campo. O próprio Martim Alves ainda tentou surpreender novamente pouco depois com um remate de longe, mas desta vez a bola saiu fraca para defesa de Michael Pereira.Antes do intervalo, João Leitão também tentou a sua sorte com um remate potente, mas Michael Pereira voltou a mostrar segurança e evitou novo golo.
Na segunda parte, o Flamentejo entrou determinado e chegou mesmo a enviar uma bola à barra, mostrando que ainda acreditava no jogo. No entanto, o Estrasborga manteve a pressão ofensiva e continuou a criar perigo, sobretudo através de Francisco Madureira, que esteve muito ativo na construção ofensiva.Num dos lances de bola parada, Francisco Madureira encontrou Afonso Miranda, mas o lance acabou por ser anulado por fora de jogo. Pouco depois, Júlio Tomás tentou também marcar, obrigando novamente Michael Pereira a intervir. A persistência francesa acabaria por dar frutos. Francisco Madureira apareceu em boa posição e, com um remate colocado, colocou o Estrasborga em vantagem, fazendo o 2-1. O Flamentejo ainda tentou reagir e esteve muito perto do empate num livre direto perigoso, mas o guarda-redes do Estrasborga respondeu com duas defesas consecutivas, evitando o golo. Já nos minutos finais, Júlio Tomás apareceu para fechar a partida e marcou o terceiro golo do Estrasborga, garantindo uma vitória segura por 3-1 após uma exibição marcada pela persistência e pela superioridade ofensiva.
No final, a equipa francesa mostrou maior consistência ao longo da partida e acabou por transformar o domínio em golos, assegurando três pontos importantes, mantendo-se na quarta posição na Liga A2.
por Vasco Côrte-Real