Filhos da Ilha resistem e vencem Os Rapazes pela margem mínima
O duelo entre Os Rapazes e o Filhos da Ilha FC foi marcado pelo equilíbrio e pela intensidade, com muitas disputas em zonas intermédias e poucas concessões defensivas. Ambas as equipas mostraram organização, mas a eficácia acabou por fazer a diferença num jogo decidido apenas na segunda parte.
Na primeira parte, Os Rapazes entraram mais atrevidos. António Coelho arrancou pela direita, entrou na área e rematou rasteiro ao lado, criando a primeira grande ocasião do encontro. Pouco depois, Gonçalo Martins tentou a sua sorte num livre direto muito bem colocado, mas Vicente Pontes respondeu com uma defesa segura e de grande qualidade. Do outro lado, o Filhos da Ilha respondeu com uma boa jogada coletiva, com Francisco Baptista a receber na direita e a rematar, com a bola a desviar num defesa adversário e a passar a raspar o poste, num lance de grande perigo antes do intervalo.
Na segunda parte, o Filhos da Ilha surgiu mais perigoso. Vasco Silva colocou uma bola em profundidade para Diogo Freitas, que arrancou pela direita e já dentro da área rematou a meia altura, obrigando Rafael Santos a uma defesa atenta. Seguiu-se mais uma boa jogada coletiva, com Kiko Gouveia a receber no meio após passe de Tiago Freitas e a rematar potente, mas novamente Rafael Santos manteve a baliza intacta. Os Rapazes responderam com Gonçalo Martins a ir à linha de fundo e a assistir rasteiro para o segundo poste, onde Martim Marques desperdiçou de baliza aberta ao rematar por cima. Ainda assim, o momento decisivo chegou num livre direto batido por Kiko Gouveia, com o guarda-redes a defender, mas na recarga Tiago Freitas apareceu oportuno a rematar para o fundo das redes, fazendo o 0-1 para o Filhos da Ilha FC.
Apesar das tentativas finais de Os Rapazes, o resultado não voltou a mexer. O Filhos da Ilha mostrou maior eficácia nos momentos-chave e saiu com uma vitória importante, num jogo muito equilibrado e decidido nos detalhes.
Por Francisco Osório
por Pedro Chantre