Antas da Cunha lutam, mas Garrigues não perdoam
O jogo começou com grande intensidade, com os Garrigues a demonstrarem desde cedo a raça e a energia que caracterizam a equipa. Os Antas da Cunha ainda tentavam adaptar-se ao ritmo imposto pelos adversários, quando Rodrigo Pereira se destacou com uma jogada brilhante: ultrapassou dois defesas e finalizou com enorme frieza, abrindo o marcador para os Garrigues 1-0.A pressão continuou, e depois de várias oportunidades criadas novamente por Rodrigo Pereira, este voltou a brilhar. Após um excelente passe de João Alexandre, que o deixou isolado frente ao guarda-redes, Rodrigo não desperdiçou e bisou na partida 2-0 para os Garrigues.Os Antas da Cunha, determinados em reagir, conseguiram finalmente causar estragos. Tomás Moita protagonizou uma jogada individual fantástica, driblando dois adversários antes de ser travado em falta dentro da área. Chamado a converter o penálti que ele próprio conquistou, manteve a calma e reduziu a desvantagem 2-1.Mas a resposta dos Garrigues não tardou. Rui Lopes apareceu em grande forma e, com uma finalização cheia de classe, restabeleceu a vantagem de dois golos 3-1 ao intervalo.
O segundo tempo começou tal como terminou o primeiro: com os Garrigues por cima do jogo. Logo nos minutos iniciais, José Megre Pires fez um passe magistral para Rodrigo Pereira, que não perdoou e completou o seu hat-trick, elevando o marcador para 4-1.Os Antas da Cunha voltaram a reagir com garra. Francisco Caria aproveitou um ressalto dentro da área adversária e reduziu para 4-2. No entanto, a resposta dos Garrigues foi imediata: Rui Lopes voltou a marcar, desta vez com um remate fortíssimo, fazendo o 5-2.Mesmo assim, os Antas não baixaram os braços. Gonçalo Ferreira, oportuno dentro da pequena área, aproveitou uma série de ressaltos para marcar e manter viva a esperança 5-3.Mas a última palavra seria novamente dos Garrigues: João Alexandre, com um remate poderoso de fora da área, fechou as contas do encontro 6-3.
Um verdadeiro festival de golos e emoção, em que os Antas da Cunha lutaram com coragem, mas os Garrigues mostraram porque são uma das equipas mais temidas eficácia, intensidade e talento em estado puro.
Por Rodrigo Farran
por Pedro Chantre