Jogo

Taça Honra, 2026-02-04 às 22:00 @ São Miguel

Nota do árbitro: 5

2 - 2

3 - 2 após gp

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MVP: João Gonçalves

CMS vs Antas da Cunha ECIJA

CMS conquista a Taça de Honra após final épica decidida nas grandes penalidades

A final da Taça de Honra da Liga AllStars Advogados colocou frente a frente CMS e Antas da Cunha num encontro que esteve à altura do momento competitivo e simbólico da prova. Num jogo disputado até ao último segundo, com intensidade máxima e nervosismo visível em cada lance dividido, o resultado fixou-se em 2–2 no tempo regulamentar, sendo a decisão adiada para as grandes penalidades, onde o CMS acabaria por erguer o troféu graças à exibição decisiva do seu guarda-redes.

Desde o apito inicial percebeu-se que ambas as equipas estavam preparadas para uma final longa e exigente. As condições climatéricas adversas tornaram o relvado pesado e obrigaram a um futebol mais físico, com muitas disputas corpo a corpo e constantes duelos a meio-campo. O Antas da Cunha entrou ligeiramente mais agressivo na pressão e foi o primeiro a ameaçar, com Tomás Moita a surgir em zona perigosa e a rematar muito perto do poste, deixando o primeiro aviso. Do lado do CMS, a organização passava sobretudo pela capacidade de João Oliveira em gerir o ritmo do jogo, procurando alternar entre posse e exploração de profundidade. A primeira oportunidade clara pertenceu mesmo ao conjunto do CMS, quando Rodrigo Pinto Cardoso disparou com potência e viu a bola embater com estrondo na barra, lance que elevou imediatamente a tensão nas bancadas. Apesar desse sinal de perigo, seria o Antas da Cunha a inaugurar o marcador. Após uma jogada bem construída e assistência de Cláudio Martins, João Pinheiro apareceu solto e finalizou com qualidade para fazer o 1–0. O golo trouxe confiança à equipa que passou a gerir melhor os espaços e a procurar transições rápidas. O CMS não se desorganizou e respondeu com maturidade competitiva. A insistência acabou por ser recompensada através de Rodrigo Pinto Cardoso, que assumiu a execução de um livre direto e colocou a bola com precisão no canto inferior, restabelecendo o 1–1 antes do intervalo.

A segunda parte começou com o mesmo nível de intensidade e com o Antas da Cunha novamente a procurar vantagem. Gonçalo Furtado esteve muito perto de marcar após um cruzamento tenso, mas hesitou no momento decisivo. Pouco depois, Cláudio Martins voltou a surgir com um remate potente que passou muito próximo da baliza. Foi precisamente nesta fase que emergiu a figura determinante da final: João Gonçalves, guarda-redes do CMS. Numa sequência de enorme perigo, realizou uma dupla defesa de altíssimo nível na pequena área, mantendo o empate e segurando emocionalmente toda a equipa. Ainda assim, a pressão do Antas da Cunha acabaria por resultar novamente em vantagem. Num lance de insistência ofensiva, Cláudio Martins voltou a assistir e Francisco Caria finalizou com frieza, fazendo o 2–1 e colocando o troféu momentaneamente do lado da sua equipa. Quando o tempo começava a escassear, o CMS demonstrou uma resiliência competitiva notável. A equipa subiu linhas, assumiu riscos e voltou a colocar a bola na área adversária com frequência. Num desses momentos, foi assinalada grande penalidade e, mais uma vez, Rodrigo Pinto Cardoso assumiu a responsabilidade. Com enorme frieza, converteu e fez o 2–2, levando a decisão para as grandes penalidades.

No desempate, o silêncio e a tensão dominaram o ambiente. Cada remate era acompanhado por uma carga emocional evidente. Foi então que João Gonçalves confirmou o estatuto de herói da noite ao defender um dos penáltis do Antas da Cunha, intervenção que acabou por ser decisiva para a vitória do CMS.O guarda-redes não apenas manteve a equipa viva ao longo do encontro com várias intervenções seguras, como também decidiu o desfecho no momento mais crítico. A conquista da Taça de Honra fica, inevitavelmente, associada à sua exibição.

Uma final equilibrada, intensa e emocional, decidida nos detalhes e na capacidade de lidar com a pressão. O CMS demonstrou eficácia e sangue-frio nos momentos decisivos, enquanto o Antas da Cunha deixou uma imagem extremamente competitiva. No final, foi a segurança defensiva e a liderança entre os postes que fizeram a diferença e permitiram ao CMS levantar o troféu numa noite digna de uma verdadeira final.

 

por Vasco Côrte-Real