Antwherpes impõe intensidade, responde nos momentos certos e vence Pauleta Saint-Germain
Num duelo vibrante, repleto de alternâncias no marcador e emoção até ao fim, o Antwherpes mostrou maior consistência coletiva na segunda parte e acabou por vencer o Pauleta Saint-Germain por 4-3. Foi um jogo aberto, de ataques constantes, onde a eficácia nos momentos-chave acabou por fazer a diferença.
A partida começou com o Antwherpes a assumir a iniciativa. Numa bela troca de bola coletiva, João Gomes surgiu isolado perante o guarda-redes e tentou um chapéu de grande intenção, mas a bola passou rente ao poste e saiu. A insistência deu frutos pouco depois: nova jogada ofensiva bem construída e Lourenço Silva, com espaço, disparou para o fundo das redes, inaugurando o marcador, 1-0. A resposta do Pauleta Saint-Germain foi imediata. Num contra-ataque rápido, José Ferreira aproveitou um passe atrasado e, com um belo remate, fez o empate, 1-1. Embalado pelo golo, o Pauleta voltou a marcar minutos depois. Uma falta na área do Antwherpes deu grande penalidade e Manuel Ponte, com frieza, consumou a reviravolta, 2-1. O Antwherpes não se deixou abalar e voltou rapidamente ao ataque. Numa jogada rápida pelo corredor central, João Gomes apareceu novamente na cara do guarda-redes e desta vez não desperdiçou, restabelecendo a igualdade, 2-2, resultado com que se chegou ao intervalo.
A segunda parte manteve o jogo “quentinho”, com ambas as equipas a mostrarem qualidade, mas também alguma precipitação na última decisão, muito por mérito das defesas. O Antwherpes voltou a ameaçar com perigo numa jogada rápida e de poucos toques que deixou Bernardo Soares em boa posição dentro da área; o avançado rematou forte e, na recarga, voltou a tentar, mas a defesa conseguiu evitar o golo. A pressão acabou por resultar. Numa jogada de insistência coletiva, André Silva apareceu na área e disparou com força; a bola embateu na barra e entrou, colocando o Antwherpes novamente na frente, 3-2. O Pauleta tentou reagir com Pedro Silva a arrancar em direção à baliza, mas a investida foi travada no momento certo pela defesa adversária. O Antwherpes aproveitou o ascendente e ampliou a vantagem. André Silva, agora como construtor, fez um passe fantástico para a área, onde Afonso Jesus, de primeira, finalizou com classe para o 4-2. O Pauleta Saint-Germain ainda acreditou e voltou a criar perigo. Pedro Silva ganhou espaço no corredor e serviu Manuel Ponte, que isolado não conseguiu acertar na baliza. Já perto do fim, os azuis conseguiram reduzir, com José Ferreira a aparecer com espaço dentro da área e a finalizar com qualidade, bisando na partida e fixando o resultado em 4-3.
Vitória suada do Antwherpes, construída com intensidade, espírito coletivo e eficácia nos momentos decisivos, num jogo emotivo e bem disputado até ao último apito.
por Rodrigo Nunes