Empate ao cair do pano!
O São Miguel foi palco de um duelo equilibrado e cheio de reviravoltas entre Al-Kassr e Dynamo Boiev, duas equipas que não baixaram os braços até ao último minuto. O encontro a contar para a Liga B3 terminou empatado 2-2!
Logo a começar, o Al-Kassr deu o primeiro aviso. Tomás Pascoal lançou nas costas da defesa e encontrou Henrique Núncio, que não conseguiu bater o guarda-redes adversário. Pouco depois, uma perda de bola comprometedora na defesa do Dynamo Boiev foi castigada sem piedade: Henrique estava no sítio certo e inaugurou o marcador. 0-1 e vantagem para os árabes! O Al-Kassr estava por cima. João Leitão (estrangeiro) recebeu de forma magistral e atirou forte, mas o remate saiu ao lado. O golo do empate acabou por surgir após um momento de pura classe: Bernardo de Carvalho pegou na bola a meio campo, deixou dois adversários para trás e, à entrada da área, disparou certeiro para o fundo das redes. Estava feito o 1-1!
Na segunda parte, o Dynamo Boiev tentou assumir o controlo. Guy Turpin cruzou de forma perfeita para António Capoulas, mas o cabeceamento saiu fraco para as mãos do guarda-redes. Quem não marca… sofre. Pascoal voltou a mostrar visão de jogo e isolou Martim Vaz Pinto à direita, que assistiu Leitão para um golo fácil. 1-2 para o Al-Kassr! O Boiev, contudo, não desistia. Turpin voltou a colocar a bola na cabeça de Capoulas, mas novamente este não conseguiu finalizar. O Al-Kassr teve o jogo nas mãos quando Henrique, cara a cara com o guarda-redes, tentou um chapéu que saiu ao lado — enorme oportunidade desperdiçada! E como tantas vezes acontece, o futebol castigou. Já perto do apito final, Tomás Chagas rematou contra o colega Duarte Frade e a bola sobrou para Turpin, que soltou um verdadeiro míssil direto ao ângulo! Golaço e 2-2 no marcador!
No balanço final, o empate acaba por ser justo: o Al-Kassr foi mais eficaz em alguns momentos, mas o Dynamo Boiev nunca desistiu e conseguiu resgatar um ponto com muito mérito. Um jogo intenso, decidido nos detalhes e que deixou os adeptos ao rubro!
por António Guerreiro