Batalha Naval em Oeiras
Num duelo marcado pelo equilíbrio, pela entrega e, sobretudo, por condições climatéricas que transformaram o relvado num verdadeiro campo de batalha, Pés Nigéria e UFC protagonizaram um dos jogos mais intensos e emotivos da jornada. Entre golos de classe, reviravoltas e uma reta final dramática, o encontro teve de tudo.
A primeira grande ocasião pertenceu ao UFC, quando João Nave, no meio de uma enorme confusão dentro da área, conseguiu rematar para a baliza. Contudo, no último instante, surgiu um corte in extremis em cima da linha que evitou o golo inaugural.Pouco depois, a persistência da UFC foi recompensada. Num cruzamento tenso para o segundo poste, João Dias apareceu completamente solto, vindo de trás, e finalizou com toda a calma para fazer o 1-0.A resposta do Pés Nigéria foi imediata e de enorme qualidade. Vasco Chambel, com um remate fortíssimo de fora da área, colocou a bola onde ninguém chegava, assinando um golaço e restabelecendo o empate!1-1!A reviravolta chegaria logo a seguir. Rodrigo Menezes, numa jogada individual cheia de classe, arrancou pela direita, cruzou tenso para a área e, após um corte infeliz da defesa da UFC, a bola acabou por trair o guarda-redes e entrar. O Pés Nigéria dava assim a volta e fazia o 2-1.
Após o intervalo, o UFC entrou determinado a alterar o rumo da partida, mas viu-se travado pela falta de clareza no último passe… e pela chuva torrencial que transformou a segunda parte numa autêntica batalha naval, dificultando construção, controlo e definição.Ainda assim, João Nave conseguiu arrancar um remate potente que obrigou o guarda-redes adversário a uma defesa muito complicada.A insistência acabaria por dar frutos. Afonso Freitas, num remate fortíssimo, obrigou o guardião do Pés Nigéria a defender para a frente, e Miguel Beicudo, sempre atento, apareceu no sítio certo e no momento certo para fazer a recarga e o 2-2.Nos minutos finais, já com o jogo completamente partido, surgiu o momento decisivo: canto batido por Afonso Silva, bola metida com precisão na área e João Nave o baixinho que se agigantou subiu mais alto que todos para cabecear para o fundo das redes e selar a remontada por 3-2.
Num jogo disputado com alma, garra e enorme instinto competitivo, o UFC mostrou resiliência e força mental para virar um encontro que parecia fugir-lhe entre os dedos. A vitória por 3-2, conquistada numa autêntica tempestade, reforça a personalidade da equipa e deixa a sensação de que, mesmo nos cenários mais adversos, esta formação nunca desiste.
por Pedro Chantre