Flamentejo e Celta de Bica empatam em duelo muito disputado e cheio de ocasiões
O encontro entre Flamentejo e Celta de Bica foi animado e repleto de oportunidades de parte a parte, terminando com um empate justo a dois golos, num jogo marcado por grandes defesas, bolas aos ferros e emoção até ao fim.
Os brasileiros entraram melhor e criaram o primeiro momento de verdadeiro perigo. Após uma defesa incompleta do guarda-redes João Faria, Daniel Pinto apareceu sozinho na cara do golo, mas o guardião com uma nova excelente intervenção, manteve o nulo no marcador. Apesar do bom arranque do Flamentejo, foram os Celta de Bica que inauguraram o marcador, com uma finalização oportuna dentro da área de António Lourenço após jogada bem construída pela direita. A resposta da casa não tardou e intensificou-se ao longo da primeira parte. Francisco Duarte teve um remate forte à entrada da área, que obrigou o guarda-redes a mais uma excelente defesa. Pouco depois, António Palma atirou com estrondo à barra, e Diogo Sampaio com novo remate travado pelo homem da baliza. Os Flamentejo carregavam com tudo, mas a bola teimava em não entrar. Mesmo assim, os visitantes também continuavam perigosos em transição, e Gabriel Ferreira(estrangeiro) esteve perto de ampliar a vantagem num grande lance individual que terminou com a bola a embater no poste.
A segunda parte começou da pior forma para os da casa. Valentim Januário aproveitou uma confusão na grande área para marcar o segundo e parecia estar a caminho de fechar o jogo. Mas o Flamentejo voltou a reagir com carácter. Poucos minutos depois, Daniel Pinto apareceu bem posicionado no coração da área e encostou para reduzir para 2-1, reabrindo a discussão pelo resultado. O jogo manteve-se aberto, com os espanhois a quase fazerem o terceiro num cruzamento venenoso que passou a centímetros do poste. Mas seriam mesmo os da casa a voltar a marcar, Francisco Duarte conquistou um penálti e, com confiança, ele próprio assumiu a marcação e não desperdiçou, assinando o empate a duas bolas que acabaria por se manter até ao apito final.
por Lourenço Carvalho